Se você é daqueles que sempre têm antivírus e firewall atualizados, toma todos os cuidados para não abrir links desconhecidos e está sempre atento para navegar com segurança, saiba que seu esforço equivale a 50% da lição de casa que deve ser feita para proteger o seu computador. A segunda parte, de que poucos se lembram, é a necessidade de manter o sistema operacional e os demais programas sempre atualizados.
Deixar o sistema operacional em dia significa que você precisa instalar as mais recentes versões de service packs, drives e patches. Essa ação é necessária porque garante a segurança da máquina e dificulta a entrada de vírus, worms e Trojans.
Por que é tão importante?
O computador que foi comprado há alguns anos e que até agora não recebeu nenhuma atualização certamente tem mais chances de ser infectado do que os mais recentes, visto que suas versões estão mais vulneráveis e defasadas.
Isso acontece porque os crackers aproveitam as brechas deixadas pelos fabricantes de softwares, no momento em que o produto é lançado no mercado. A partir daí, eles desenvolvem ataques em cima dessas falhas.
Já os fabricantes procuram fazer sua parte consertando esses "erros" das versões originais e lançando atualizações. A periodicidade das correções varia de acordo com a quantidade de ameaças.
A atualização do software pode ser feita pela página do fornecedor do aplicativo, baixando a versão mais atual. Mas também é possível configurar os programas para que procurem automaticamente as atualizações necessárias para o computador toda vez que este estiver conectado à internet.
A Microsoft, por exemplo, publica em sua página na internet, toda segunda terça-feira do mês (chamada de Patch Tuesday), uma lista de correções das falhas descobertas tanto pela própria equipe de desenvolvedores da empresa quanto por hackers e crackers.
No último pacote da Microsoft, divulgado na terça-feira passada (10/3), constam três atualizações, uma considerada crítica e as outras duas classificadas como importantes. A principal delas é a brecha no kernel do programa que permite a execução remota de códigos aleatórios por usuários mal-intencionados. Essa vulnerabilidade afeta o Windows 2000, XP, Server 2003, Vista e Server 2008.
Segundo Antonio Eduardo Mendes da Silva, coordenador do grupo de trabalho de antipirataria da Associação das Empresas de Software (Abes), o principal problema é que muitas pessoas não se preocupam com essas atualizações. “A maioria dos usuários acha que apenas o antivírus é suficiente. Mas eles se esquecem de que o vírus pode ser disparado antes mesmo de uma vacina ser criada. É então que entra a função do software atualizado, que consegue impedir essas ameaças”, conclui o executivo.
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